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O que é o índice FIB-4?
O FIB-4 é uma pontuação calculada a partir de quatro dados que já tens num boletim de análises comum: a idade, AST (TGO), ALT (TGP) e o número de plaquetas. Estima a probabilidade de o fígado ter fibrose avançada, ou seja, uma cicatrização importante, sem necessidade, numa primeira fase, de exames especiais. É usado como teste de triagem, sobretudo nas pessoas com fígado gordo.
Como se interpreta o resultado?
Abaixo de 1,3, o risco de fibrose avançada é baixo e a pontuação pode repetir-se periodicamente. Entre 1,3 e 2,67 há uma zona indeterminada, na qual o médico costuma recomendar um exame adicional, como a elastografia hepática (FibroScan). Acima de 2,67, o risco é elevado e impõe-se uma avaliação da especialidade. Nas pessoas com mais de 65 anos, o limiar inferior usado é 2,0 em vez de 1,3, porque a idade aumenta a pontuação por si só.
Que relação tem o FIB-4 com a diabetes?
O fígado gordo associado à disfunção metabólica (MASLD, o antigo «fígado gordo não alcoólico») é muito frequente nas pessoas com diabetes tipo 2 e pode evoluir silenciosamente para fibrose. As recomendações atuais sobre diabetes aconselham o cálculo periódico do FIB-4 nas pessoas com diabetes tipo 2 ou com prediabetes e fatores de risco, precisamente para identificar a tempo aquelas que precisam de exames hepáticos adicionais.
Que limitações tem o índice FIB-4?
O FIB-4 não diagnostica a fibrose, apenas orienta a triagem. Nas pessoas com menos de 35 anos é menos fiável, e as transaminases podem oscilar por vários motivos (medicamentos, álcool, infeções), o que complica a interpretação da pontuação. Um resultado na zona indeterminada ou elevada não significa que tenhas fibrose, mas sim que vale a pena uma avaliação adicional. Fala sobre o resultado com o teu médico.